Formando, ao longo dos três meses em que foi construído, um
fortemente colorido panorama de vivências no período escolar, da
pré-alfabetização ao ensino médio, nos últimos sessenta anos, que abrange, praticamente,
não apenas todo o Brasil mas, também, todos os brasis, o livro fala de meninos
que, desde a mais tenra idade, uniam trabalho infantil com escolarização e de
outros para os quais era criado um simulacro da Ilha da Fantasia (ou um
ambiente de um conto de fadas) apenas para convencê-los da procedência de
desligarem-se das saias das mamães por algumas horas, de escolas públicas cujo
currículo incluía duas línguas estrangeiras vivas (inglês e francês), latim,
desenho e trabalhos manuais e outras, também públicas, de freqüência em período
noturno, em que eram mínimas as exigências para a promoção dos alunos. Escolas
de freiras destinadas à elite social e financeira na capital dos Estados e
outras, também religiosas, que faziam da educação uma obra de caridade, na
periferia das capitais ou em pequenas cidades do interior, de escolas publicas
rurais onde uma única professora, em uma única sala de aulas, acompanhava a
formação dos alunos dos sete aos 10 anos de idade enfim, um livro marcado pela
própria diversidade econômico-cultural do país.
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